[AP] Livros e "A verdade desde as terras de Israel"
Anarkiisto
anarkiisto em anarkopagina.org
Quarta Julho 26 10:22:08 PDT 2006
Aproveito para convida-los a ver a grande lista de livros eletronicos
gratuitos. São autores como: Kafka, Carl Sagan, Marx, Stephen Hawking,
Capra, Bakunin, Aldous Huxley, Freud, Antonin Artaud, Bukowski, George
Orwell, etc, etc....
http://ateus.net/ebooks/index.php
A verdade desde as terras de Israel
Um rápido e importante texto de memória sobre o Oriente Médio.
Obtido da lista a-infos-pt em ainfos.ca
O ataque dos israelitas contra o Hezbollah toma como pretexto estes
terem atacado e capturado dois soldados, feitos prisioneiros, para
desfazer o «status quo» dos últimos seis anos.
Como talvez as pessoas saibam, o Hezbollah substituiu o grupo chiita
Amal como grupo dominante na comunidade chiita do Líbano durante a
guerra de 1982, com a invasão seguida de ocupação israelita dos anos
seguintes. O Hezbollah não poderia ter ascendido ao papel que desempenha
actualmente sem o auxílio sírio. Para a Síria, as guerrilhas do
Hezbollah substituíram as palestinianas como força de pressão de
guerrilha sobre Israel para forçar este país a devolver as áreas
capturadas durante a guerra de 67 (como as pessoas podem lembrar-se, as
forças da OLP tiveram que se retirar para o Norte de África, durante a
guerra de 82)
No entanto, o velho status quo não pode ser aceite quer por Israel, quer
pelos EUA, visto que Israel é suposto desempenhar um papel na pressão
sobre o Irão, mas dificilmente poderá fazê-lo enquanto cerca de 12000
mísseis de vários tipos estiverem ameaçando Israel e dissuadindo o seu
ataque à Síria e ao Irão. A expulsão do Hezbollah também serve os
interesses de Israel e dos EUA, ao acabar com a influência dominante da
Síria no Líbano. O papel da Síria na resistência iraquiana tem sido um
pesadelo real para os EUA.
Para Israel, o envolvimento do Hezbollah na resistência dentro das áreas
ocupadas da Palestina é uma ameaça real e a luta de Israel no Líbano é
parte a luta para guardar, pelo menos parcialmente, as posições obtidas
com a guerra de 67.
A actual guerra libanesa tem outras contribuições menos "estratégicas":
- Ajuda a fazer esquecer a "agenda social" - o tema principal das
recentes eleições - sendo o mais proeminente promotor dessa tal "agenda
social", Amir Perets, o ministro da guerra.
- Outro assunto que será esquecido pela guerra no Líbano é a guerra
contra os palestinianos - sobretudo a guerra aberta em Gaza, mas também
a guerra quotidiana de baixa intensidade na Margem Ocidental e a luta
contra o muro de separação.
Ilan
http://shalif.com/anarchy
[Nota do tradutor para A-Infos: o Autor é membro da «Iniciativa de
Anarquistas Contra o Muro» e um ex-membro de Matspen, uma organização
socialista libertária em Israel]
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