[AP] Para midia Democracia é sinonimo de capitalismo
Anarkiisto
anarkiisto em anarkopagina.org
Sexta Junho 9 12:16:09 PDT 2006
*Nao concordo com tudo, mas sao fatos que a midia tenta distorcer.
A palavrinha DEMOCRACIA eh usada pela midia como sinomimo de lucro,
capitalismo, elitismo.
Fogo no congresso e em todas podres instituicoes.
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*
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Compas,*
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*Independente de nossas reações particulares contrárias e favoráveis, o
episódio do dia 6 de junho nos incomoda em vários sentidos, mas não são
esses que me levaram a reenviar a nota do MLST - entregue ao presidente
da Câmara Federal - a vocês. Não sei se vocês notaram, mas a mídia
escondeu quase que completamente os motivos reais da manifestação a
Brasília. Então, gostaria de pedir que ajudem a divulgar, porque apesar
do protesto ter culminado com a prisão de centenas, o motivo não pode
ser apagado e continua sendo muito justo. Desapropriar as terras de quem
mantém trabalho escravo: alguém é contrário? A mídia, certamente.*
**
*Cecília*
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Brasília, 6 de junho de 2006.
*Exmo. Sr. *
*Aldo Rebelo*
*Presidente da Câmara Federal *
*Nesta *
*Prezado Senhor,*
O *Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) *se dirige ao Senhor com
muito respeito pela sua história de luta ao lado do povo brasileiro e
pela sua representação de Presidente desta Casa que se convencionou
chamar "Casa do Povo". O MLST vem reivindicar esse espaço exercer a
Cidadania Popular e, durante o período de duas horas poder dirigir sua
mensagem ao povo brasileiro, bem como debater com os deputados e
senadores que compõem o Congresso Nacional.
O MLST escolheu aqui na Praça dos Três Poderes, justamente o Poder
Legislativo para encerrar sua Jornada nacional de Luta por 1.000
Empresas Comunitárias, por duas razões. A *Primeira é *apresentar a
Nação Brasileira suas propostas de avançar a Reforma Agrária no Brasil,
bem como a necessidade de articular a Reforma Agrária e a Reforma Urbana
como duas bandeiras de uma mesma lula: A Luta pelo Fim da Exclusão Social.
*A segunda* é sair da luta tradicional de sempre considerar que
reivindicações materiais tenham de se ater apenas aos espaços do Poder
Executivo. Elas precisam ocupar também os espaços no Poder Legislativo e
Judiciário onde, ao longo da História do Brasil, a elite legislou e
julgou em causa própria.
Por isso que estamos aqui afirmando a *Cidadania Popular que nada mais é
do que o povo organizado exercendo seu livre direito a Democracia
Participativa, desempenhando o papel de protagonista direto das
transformações econômicas, políticas e sociais. *
Este é o conteúdo e a forma desse ato político pacifico, que o MLST
desenvolve hoje no Congresso Nacional, sede da Democracia Representativa
que hoje atravessa uma crise profunda no Brasil.
Não viemos aqui Senhor Presidente Aldo Rebelo para impor a substituição
da Democracia Representativa pela Democracia Participativa. Mas para
afirmar de forma democrática e negociada a combinação dessas duas formas
de democracia política.
Viemos ao Congresso Nacional para discutir com o Povo e com os Senhores
Deputados e Senadores, reivindicar na prática o direito ao espaço
democrático de criticar os muitos erros que têm sido cometidos por
parlamentares nesta Câmara e Senado.
Precisamos combater a corrupção que foi localizada nesse espaço de poder
legislativo e ocupou todos os espaços da mídia no País. Instalaram-se
CPIs para cumprir seu papel institucional e julgar politicamente os
responsáveis por esse tipo de delito. Achamos que o combate a corrupção
deve ir até as últimas conseqüências.
Mas existem também outros tipos de delitos cometidos nessa Casa, que nem
são tratados como tal, como foi o caso de setores da direita
conservadora (PSDB/PFL e Bancada Ruralista) que forçaram até o limite do
possível o adiamento da votação do Orçamento da União, prejudicando o
desenvolvimento econômico e social do País e causando profundos
prejuízos ao povo brasileiro, sobretudo, no plano da educação, saúde,
habitação e reforma agrária.
Durante todo o mês de maio o MLST desenvolveu sua Jornada
Nacional de Luta por 1.000 Empresas Comunitárias nos Estados do Paraná,
São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Maranhão, Rio Grande do
Norte, Pernambuco, Alagoas e Bahia, com ocupações de terra, marchas,
manifestações de rua, inclusive contra o Crime Organizado como aconteceu
na Assembléia Legislativa de Pernambuco, contra o principal suspeito de
mandante do assassinato do companheiro Nem dos Sem Terra em Itaíba, o
deputado estadual Claudiano Martins.
Exercendo a Cidadania Popular os 1.100 militantes do MLST vindo desses
10 Estados onde o Movimento está implantado, para exigir que assuntos
importantes da Nação sejam debatidos nesse espaço tradicionalmente
chamado de "Casa do Povo". Viemos apresentar nossas propostas para o
desenvolvimento do País com as reformas estruturais que o povo
brasileiro reivindica de forma cada dia mais intensa como a Reforma
Agrária e a Urbana.
Viemos também denunciar os parlamentares da direita (PSDB/PFL e Bancada
Ruralista) na gestão dos dois governos FHC que intensificaram uma
política de criminalização dos movimentos sociais de luta no campo,
perseguição das lideranças populares e proteção aos latifúndios, como a
Medida Provisória 232 de que terra ocupada não tem vistoria no prazo de
2 anos e, que no apagar das luzes do último governo FHC virou lei e a
instalação da CPI da Terra.
Por último, estamos presente nesta Casa para apresentar um conjunto de
propostas que esperamos devam ser transformadas em Lei para melhorar a
vida do nosso povo.
Por isso, Sr. Presidente Aldo Rebelo, essa Jornada Nacional de Luta por
1.000 Empresas Comunitárias, propostas pelo MLST e para substituir o
latifúndio improdutivo que ainda domina várias regiões do País e para
construir o verdadeiro desenvolvimento da Nação. Lutamos para essas
áreas improdutivas dominadas por um único senhor, sejam substituídas por
empresas modernas geridas por trabalhadoras e trabalhadores com direito
a agroindustrialização. Para isso, conclamamos que os Parlamentares
comprometidos com o verdadeiro desenvolvimento do Brasil assumam essa
proposta de pauta que sugerimos ao Senhor como Presidente desta Casa.
*1. *Revogação da Lei que proíbe vistorias em terras ocupadas;
*2.* Votação imediata da PEC Trabalho Escravo, que expropria as
propriedades identificadas com trabalho escravo e destina suas terras
para Reforma Agrária e pune seus proprietários;
*3. *Atualização Imediata do Índice de Produtividade;
*4.* Propriedades com Débito junto a União (INSS, Banco do Brasil, CEF,
Receita Federal, DNOCS, entre outros) devem ser desapropriadas e
destinadas para fins de Reforma Agrária;
*5.* Punição para os crimes ambientais praticados pelas grades empresas
do agronegócio (celulose, carvoaria, soja, madeireira etc.) e as
empresas urbanas poluidoras;
*6.* Recuperação para Fins da Reforma Agrária das Terras da União
griladas pelo agronegócio;
*7.* Reestatização da Empresa Vale do Rio Doce, que foi privatizada pelo
Governo FHC e recentemente teve seu leilão anulado por decisão
judicial.
Depois de cumprida essa rápida "visita de surpresa", nós voltamos para
nossas terras nas regiões Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul
do País, esperando ter deixado neste Espaço Político de Poder uma
contribuição para a modernização para a vida política da nação brasileira.
Como contribuição da cidadania substantiva, esperamos também que a nossa
atitude seja compreendida como um grito de alerta de um dos setores mais
sofridos do nosso povo de que é necessário avançar na democratização
econômico, político e social de nosso País.
* *
*Coordenação Nacional do MLST*
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