[AP] 2 noticias ruim para as devastadoras

Anarkiisto anarkiisto em anarkopagina.org
Segunda Junho 12 13:41:32 PDT 2006


Olas,

2 noticias:

1) Aracruz Celulose não é mais certificada da Forest Conuncil

2) Estado do RS terá que parar com a propaganda apenas positiva das
monoculturas de árvores

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Aracruz Celulose não é mais certificada da Forest Conuncil
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Flávia Bernardes

A viagem da liderança Tupinikim Paulo de Oliveira e do cacique Guarani,
Werá Kwaray à Europa, já começa a dar resultados no Brasil. Depois de
deporem no Tribunal Permanente dos Povos, na Áustria, e se encontrarem
com representantes da Forest Stewardship Conuncil (FSC), a Aracruz
Celulose solicitou o cancelamento da certificação das florestas de sua
Unidade Guaíba (UG), no Rio Grande do Sul, ao dar entrada em sua
revalidação.

O certificado deveria expirar em 2006, mas ao pedir a renovação do selo
naquele estado, a Aracruz Celulose tomou conhecimento de preocupações
por parte de entidades ligadas ao FSC, devido à disputa de terras que
integram a Unidade Barra do Riacho, com comunidades indígenas do
Espírito Santo.

A informação, que também está no site da transnacional, é da liderança
Tupinikim Paulo de Oliveira, que considera o cancelamento da empresa
como um reconhecimento da certificadora sobre o uso das terras indígenas
no Estado.

"A Aracruz se antecipou porque o próprio FSC acabaria cassando esse
certificado. Eles deram o anel para não perderem os dedos. Agora as
empresas lá fora sabem como a Aracruz age, ela não vai conseguir enganar
todo mundo sempre", ressaltou.

O site da Aracruz Celulose informa que a transnacional considera as
manifestações por algumas partes interessadas ao FSC e que pelo fato do
processo de solução da disputa pelas terras no Espírito Santo ainda
estar em andamento, decidiu voluntariamente solicitar o cancelamento
dessa certificação.

Os índios avaliam que a reação do FSC é um reflexo dos depoimentos dados
pelos índios a compradoras de celulose da transnacional e no próprio
Tribunal. Segundo os índios, lá foram relatados os maus tratos, o uso
ilegal de terras indígenas pela empresa, a ação violenta da Polícia
Federal com uso de dependências e funcionários da empresa para destruir
as aldeias de Córrego D'Ouro e Olho D'Água, que estão na área indígena
que ainda está em poder da empresa.

"Se ela abriu mão não foi à toa, com certeza é um reflexo da nossa ida à
Europa, onde não tivemos papas nas línguas. Lá contamos tudo o que a
empresa faz aqui", disse o líder indígena.

Na ocasião, os índios se encontraram com o diretor executivo do Conselho
de Manejo Florestal FSC, Heiko Liedeker. Ele ouviu declarações dos
índios que descreveram como a Aracruz, na década de 70, derrubou a mata
atlântica e depois a queimou levando ao desaparecimento de animais e
alimentos na região.

Os índios explicaram também que a Fundação Nacional do Índio (Funai)
havia redigido uma série de relatórios (o mais recente publicado no
começo deste ano), que reconheciam os direitos dos povos indígenas às
suas terras no Espírito Santo, explicando assim a autodemarcação em maio
de 2005.

Paulo Tupinikim descreveu ainda a forma com que a polícia tinha quebrado
seu braço durante o despejo em janeiro de 2006, e como foi preso na Casa
de Hóspedes da Aracruz Celulose.

Na ocasião, Liedeker lembrou que a Aracruz apenas tinha certificado por
uma unidade no Rio Grande do Sul e não havia nenhuma certificação sobre
suas plantações do Espírito Santo.

As plantações da transnacional no Estado estão em terras que pertencem
aos povos indígenas Tupinikim e Guarani. Estas plantações secam córregos
e cursos de água.

De acordo com as regras do FSC, para ser elegível para um certificado do
FSC, as companhias devem "demonstrar um compromisso no longo prazo com
os Princípios e Critérios do FSC'. Isso inclui reconhecer e respeitar os
"direitos legais e consuetudinários dos povos indígenas para possuir,
usar e manejar suas terras, territórios e recursos". Desde que começou a
operar no Espírito Santo em finais da década de 60, a Aracruz viola esse
princípio.


*Leia mais:*
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# A luta dos índios por suas terras
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Estado do RS terá que parar com a propaganda apenas positiva das
monoculturas de árvores

**RAÍZES DE GRAMA*, Redes em Rede.*

9/6/2006 - Políticas Públicas - Exclusivo
Estado do RS terá que parar com a propaganda apenas positiva das
monoculturas de árvores


Em decisão inédita, a Justiça Federal reconhece que o entendimento
técnico-científico sobre o plantio de eucalipto, acácia negra e pínus é
polêmico. O Governo terá que divulgar propaganda contendo também os
aspectos negativos.

*
Porto Alegre, RS *- A Juíza-Federal Clarides Rahmeier, da Vara Ambiental
de Porto Alegre, decidiu nesta sexta-feira que a Caixa Estadual S.A. -
Agência de Fomento/RS, o Estado do Rio Grande do Sul e o BNDES deverão
suspender em 48h após a intimação a circulação de qualquer propaganda
onde o apelo publicitário seja a mensagem estritamente positiva do
plantio de monoculturas de árvores. O Estado deverá também viabilizar  a
contra-propaganda ao que já divulgaram através de peças aprovadas pela
magistrada.

O Núcleo Amigos da Terra Brasil e a União Pela Vida, entidades
ambientalistas sediadas em Porto Alegre, em Ação Civil Pública,
argumentaram na Justiça que a publicidade do Governo firma a convicção
de que somente existem vantagens nesse tipo de monocultura, vantagens
estas não restritas aos interessados mas também para o desenvolvimento
social do Rio Grande do Sul, para sustentabilidade do planeta e para o
meio ambiente.

Relataram as entidades na Ação que o Governo do Estado instituiu como um
de seus programas de fomento à economia o plantio, em larga escala, de
monoculturas: de eucaliptos, pínus e acácia negra, a fim de atender a
demanda de empresas como a Aracruz Celulose, Votorantin Celulose e Stora
Enso que prometem expandir e construir novas indústrias para o
beneficiamento de celulose branqueada até o ano de 2010.

Neste cenário, prosseguem as entidades, o Governo Estadual lançou linha
de crédito empréstimos a longo prazo, com carência de 8 anos,
amortização em 12 anos, com juros de 8,75% ao ano para o plantio de
monoculturas de árvores, conforme noticiado no site institucional do
Governo.

Ao divulgar o crédito e a sua política de fomento à economia com base
nas monoculturas, afirmaram as entidades, os réus´não abordaram qualquer
desvantagem e/ou perigo sócio-ambiental inerente ao plantio de
eucaliptos, pínus e acácia-negra em solo gaúcho".

Mais detalhes e a repercussão da decisão da Justiça Federal serão
disponibilizados neste sábado na EcoAgência de Noticias. 

/Da Redação da EcoAgência de Notícias - www.ecoagencia.com.br
<http://www.ecoagencia.com.br> /

/Ecologia - http://www.ipetrans.hpg.ig.com.br/IPETRANS-112.htm/

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