[AP] "Contra o esquecimento e o silêncio: a dignidade rebelde"

Anarkiisto anarkiisto em anarkopagina.org
Quarta Outubro 18 11:54:52 PDT 2006


  O governo federal e estadual do Mexico, através da polícia e exército,
  tem repremido violentamente, até com  assassinatos, como mosta abaixo,
  manifestações pacificas de um povo abandonado e explorado, em  Oaxaca.


  "junto com todos seus partidos políticos, tratam de implementar o
  medo, e por meio do terrorismo de Estado pretendem que a resistência
  acabe afogada em sangue. Eles não querem perder seus postos de poder,
  não querem que ninguém interfira em seus projetos de saque e sua suja
  democracia eleitoral, por isso mandam assassinar, por isso mataram
  Alejandro García Hernández."


Vamos mostrar que temos solidariedade internacional. Quem sabe um dia
precisaremos dessa solidariedade também. Favor copiar a carta abaixo e
envie para a embaixada do Mexico no Brasil e seus consulados (segue
enderecos abaixo). Alguns segundos seu pode ajudar uma vida inteira de
muitas pessoas.

"Pense globalmente, aga localmente"


  embamexbra em cabonet.com.br, consulmexbsb em uol.com.br
  <mailto:consulmexbsb em uol.com.br>, consulmex-sp em gobmex-sp.org.br
  <mailto:consulmex-sp em gobmex-sp.org.br>, chermontadv em uol.com.br,
  cmexico em planos.com.br <mailto:cmexico em planos.com.br>,
  chmexico em novidade.com.br <mailto:chmexico em novidade.com.br>,
  projekto em yahoo.com, iaradubeux em yahoo.com.br,
  <mailto:iaradubeux em yahoo.com.br>goad em elo.com.br <mailto:goad em elo.com.br>

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Senhores embaixador e consul no Brasil, ajudem a parar com o terrorismo
de estado no México.
Nome, cidade, pais


  Oaxaca de Juárez. Oax. 15 de outubre de 2006

 
"*Contra o esquecimento e o silêncio: a dignidade rebelde*"
 
Marcos García Tapia
Andrés Santiago Cruz
Pedro Martínez Martínez  
Octavio Martínez Martínez
José Jiménez Colmenares  
Gonzalo Sisnero Gautier
Lorenzo San Pablo Cervantes  
Arcadio Hernández
Alejandro García Hernández
  
Estes são seus nomes, de nossos 9 companheiros assassinados pelo Estado,
isto foi o saldo de 4 meses de resistência.
 
A mentira, o medo, o ódio, a repressão, a cadeia e a morte foram a única
resposta das instituições estatais e federais ante as exigências justas
do povo de Oaxaca.
 
A suposta justiça das investigações são respondidas com a morte, o
engano, o desprezo e a mentira. Estas ações nos reafirmam que jamais o
poder estará para defender os direitos que nos correspondem como povo.
 
É por isso que temos que lutar.
 
Na madrugada do dia de ontem [/14 de outubro/] nos informamos de uma má
notícia, dois companheiros foram feridos por tiros de armas por mãos de
soldados. De tarde saberíamos que um companheiro havia sido assassinado
pelo governo fascista de Ulises Ruiz, alguns elementos bastardos do
exército que de maneira covarde atiraram contra o companheiro Alejandro
García Hernández, companheiro de luta e guardião de nossas vidas nas
barricadas, grande colaborador em nossas convicções, ao saber que em
Oaxaca pessoas dignas como ele está lutando ao lado de nós e por uma
vida melhor.
 
A arma mais grande que temos como povo é nos opor ao esquecimento. Por
isso não devemos esquecer a quem foram covardemente assassinados pelo
governo, tampouco devemos esquecer a quem por lutar estão atrás das
grades de uma prisão estatal ou federal.
 
O governo estatal e federal, junto com todos seus partidos políticos,
tratam de implementar o medo, e por meio do terrorismo de Estado
pretendem que a resistência acabe afogada em sangue. Eles não querem
perder seus postos de poder, não querem que ninguém interfira em seus
projetos de saque e sua suja democracia eleitoral, por isso mandam
assassinar, por isso mataram Alejandro García Hernández.
 
Todos nossos companheiros caídos eram companheiros de base, não líderes,
não famosos, não dirigentes sindicais, nem reconhecidos lutadores
sociais... todos eles eram pessoas dignas e rebeldes desde sua colônia,
sua família, pessoas de baixo que decidiram levantar sua voz ao lado de
milhares de pessoas como eles, hoje eles fazem forte o movimento do povo
de Oaxaca, sem eles este movimento não existiria. Tanto é o medo que tem
o Estado de perder sua quase nula legitimidade, que as opiniões dos
companheiros das barricadas, das marchas... é um grande golpe. O governo
sabe do que é capaz um cidadão, uma gente humilde, simples, de baixo e à
esquerda, quando tomando consciência assume sua responsabilidade de
lutar porque as coisas mudam. Por isso nos os mataram.
 
Nós não podemos tolerar o silêncio cúmplice, não podemos permitir o
esquecimento. Para os nossos caídos a memória, e o exemplo vivo de sua
dignidade e de sua resistência.
 
Hoje em Oaxaca, morrer numa barricada, é morrer pela vida, pois as e os
que lutam pela vida não podem ser chamados pessoas mortas.
 
NENHUM ASSASSINO IMPUNE MAIS!
JUSTIÇA AOS NOSSOS/AS ASSASSINADOS/AS!
LIBERDADE À NOSSOS/AS PRESOS/AS!
 
/*Ocupación Intercultural en Resistencia*/ 
 
**
**
<http://us.rd.yahoo.com/mail/br/tagline/search/video/*http://br.search.yahoo.com/search/video?p=james+blunt&ei=UTF-8&cv=g&x=wrt&vm=r&fr=intl-mail-br-b>

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